Oficial! Central abandona o Benfica e transferência para o Besiktas levanta dúvidas sobre planeamento da equipa
O Benfica continua a preparar profundas alterações no seu plantel de andebol para a temporada 2026/27 e uma das saídas já está confirmada. Ismael El Korchi, central espanhol de 25 anos, vai deixar oficialmente o clube da Luz para reforçar o Besiktas, da Turquia, naquela que surge como mais uma movimentação importante dentro da estratégia de renovação encarnada.
A confirmação da transferência encerra uma passagem relativamente curta do atleta pelo Benfica, mas também abre espaço para várias questões sobre as decisões tomadas na construção do plantel nos últimos anos. Contratado com expectativa elevada, o jogador nunca conseguiu afirmar-se como uma peça verdadeiramente indispensável e acaba por seguir um novo caminho apenas uma época depois da sua chegada.
A mudança surge numa altura em que o Benfica procura reorganizar a secção de andebol, depois de uma temporada marcada por altos e baixos, resultados inconsistentes e uma crescente pressão para voltar a dominar o panorama nacional.
Ismael El Korchi não convenceu totalmente na Luz
Quando o Benfica garantiu a contratação de Ismael El Korchi no verão de 2025, muitos adeptos acreditavam que o internacional espanhol poderia tornar-se uma das figuras centrais da equipa.
O currículo era interessante. O jogador chegava após passagens por clubes como Guadalajara, Ciudad Logroño e Iplacea, apresentando experiência competitiva e margem de crescimento.
No entanto, a realidade acabou por ser diferente.
Apesar de ter somado minutos importantes ao longo da época, o rendimento apresentado nunca atingiu o nível esperado para um jogador contratado para acrescentar qualidade imediata ao plantel.
Ao longo da temporada, El Korchi participou em 35 encontros oficiais, distribuídos entre Campeonato Nacional, EHF European League e Taça de Portugal. No total marcou 61 golos, números respeitáveis, mas insuficientes para se transformar numa referência da equipa.
A sensação que ficou foi a de um atleta competente, mas incapaz de assumir o protagonismo que a estrutura encarnada esperava quando decidiu avançar para a sua contratação.
Benfica prepara uma verdadeira revolução
A saída de El Korchi não acontece de forma isolada.
Nos bastidores do clube existe a convicção de que o ciclo atual chegou ao fim e que é necessário iniciar uma nova fase para voltar a colocar o Benfica no topo do andebol português e europeu.
Além do espanhol, vários nomes estão apontados à saída.
Reinier Taboada, Rangel da Rosa, Miguel Sánchez-Migallón, Gabriel Cavalcanti e Gustavo Capdeville são outros jogadores que poderão abandonar o plantel.
Trata-se de uma mudança profunda que poderá alterar significativamente a identidade da equipa.
A direção liderada por Rui Costa pretende reduzir alguns custos, renovar setores considerados frágeis e apostar em jogadores que encaixem melhor no modelo competitivo que está a ser desenhado para os próximos anos.
Esta estratégia demonstra que os responsáveis encarnados não ficaram satisfeitos com aquilo que viram durante a época e procuram evitar que os mesmos erros se repitam.
O Besiktas ganha experiência internacional
Enquanto o Benfica fecha um capítulo, o Besiktas acredita estar a abrir outro.
O clube turco tem investido fortemente para reforçar o seu projeto europeu e vê em Ismael El Korchi um atleta capaz de acrescentar qualidade imediata ao plantel.
A experiência acumulada em Espanha, aliada aos jogos realizados pelo Benfica em competições internacionais, aumenta o valor competitivo do jogador.
Para o Besiktas, a contratação representa uma oportunidade de mercado interessante.
Para o atleta, trata-se de uma nova etapa numa carreira que continua em crescimento.
A mudança poderá também permitir-lhe assumir um papel mais relevante dentro da equipa, algo que nem sempre conseguiu alcançar no Benfica.
O que correu mal com Ismael El Korchi?
Esta é provavelmente a pergunta que muitos adeptos fazem neste momento.
Os números mostram que o espanhol teve participação ativa durante a temporada. No entanto, o impacto dentro do jogo nem sempre correspondeu às expectativas criadas.
Em equipas com objetivos elevados como o Benfica, não basta cumprir.
É necessário fazer a diferença.
O central demonstrou qualidade técnica, inteligência tática e capacidade de finalização, mas raramente assumiu o controlo dos momentos decisivos.
Além disso, a forte concorrência interna dificultou a consolidação de um estatuto de titular absoluto.
Quando um jogador chega com a missão de elevar o nível da equipa e acaba por sair apenas um ano depois, é inevitável concluir que alguma coisa não funcionou conforme planeado.
Benfica ainda tem uma final importante pela frente
Apesar da transferência já estar confirmada, a aventura de Ismael El Korchi no Benfica ainda não terminou oficialmente.
O jogador poderá despedir-se da melhor forma possível caso participe na final da Taça de Portugal frente ao Sporting.
O encontro representa uma oportunidade para encerrar o ciclo com um troféu e deixar uma última imagem positiva junto dos adeptos.
Ganhar uma final contra o maior rival seria um desfecho simbólico para uma passagem que acabou por não atingir todo o potencial inicialmente esperado.
Para o Benfica, a conquista também teria enorme importância, permitindo salvar parcialmente uma época que ficou aquém de algumas metas estabelecidas.
O futuro do andebol encarnado
A saída de Ismael El Korchi é apenas mais um sinal de que mudanças profundas estão a acontecer na Luz.
O Benfica continua a ser um dos clubes mais ambiciosos do andebol português e não pretende ficar atrás da concorrência.
Nos próximos meses deverão surgir novos reforços, novas apostas e uma estratégia renovada para recuperar o protagonismo perdido em determinados momentos da época.
O desafio não será simples.
Reformar um plantel implica riscos. Nem todas as contratações resultam e nem todas as saídas são fáceis de substituir.
Ainda assim, a direção acredita que este é o momento certo para agir.
A saída de El Korchi simboliza precisamente essa nova fase. Um jogador que chegou com expectativa, teve momentos positivos, mas que acaba por partir sem conseguir deixar uma marca verdadeiramente inesquecível.
Agora, resta saber se a revolução preparada pelo Benfica será suficiente para devolver o clube ao topo do andebol nacional e aproximá-lo novamente dos melhores palcos europeus.
Os próximos meses prometem respostas e, certamente, muitas novidades para os adeptos encarnados.

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